As drogas estão matando a juventude
ROMILDO GONÇALVESPesquisa recente realizada e divulgada pela ONU, e seus departamentos especializados, apontam preocupação com o aumento do consumo e trafico de drogas e entorpecentes de variadas matizes, contaminando de maneira extremamente agressiva à juventude sul-americana.
O consumo de cocainha no Brasil mais que dobrou em menos de 10 anos e já é 4 vezes superior à média mundial. Não bastasse a infestação pelo crack em 95% dos municípios brasileiros, acabando com juventude do país, especialmente da juventude mais humilde.
Dados divulgados pelo Conselho de Narcóticos, entidade ligada à ONU, em março de 2014, mostram que jovens sul-americanos não têm percepção e muito menos orientação dos perigos que representam o uso de entorpecentes na região.
Em 2005 a entidade apontava que 0,7 por cento da população entre 12 e 65 anos consumia cocaína no Brasil, com maior ênfase sobre a juventude. Ao fim de 2011, a taxa chegou a 1,75%.
De acordo com os dados da ONU, o consumo brasileiro é bem superior à média mundial, de 0,4% da população. O foco da pesquisa aponta que a média brasileira supera a da América do sul, com 1,3%, sendo também superior à da América do Norte que fica com 1,5% no uso de entorpecentes.
Segundo a pesquisa, além do uso o Brasil se consolidou como o país como a maior rota de drogas do mundo, com inúmeros tipos de entorpecentes vindos de todas as partes do mundo. Cocaína, ecstasy, maconha, anfetaminas... Vindo da Bolívia, Paraguai, Afeganistão, Holanda, Estado Unidos... O país é hoje praticamente um centro receptor e dispersor de drogas.
Segundo a ONU, a maconha continua sendo a droga mais consumida na América do Sul, com cerca de 14,9 milhões de pessoas fumantes e dependentes. É muito fumaça, não? E muitos descuidos de governantes e gestores públicos, não? O número é 4,5 vezes o total dos usuários de cocaína. Mais uma vez o Brasil é destaque, aumentando de maneira significativa seu uso e abuso no Brasil últimos anos.
Cadê as promessas enfáticas da atual gestora brasileira, quando em campanha eleitoral pontuou que acabaria com o uso de droga no país. Cadê os gestores que detêm e gestam as políticas públicas de prevenção e controle de drogas no país?
Cadê o controle das fronteiras secas do país por onde secularmente adentram livremente milhões de toneladas desse mal maior que destroem famílias e mata a juventude brasileira?
*ROMILDO GONÇALVES é biólogo, prof.-pesquisador da UFMT-Seduc, perito em Fogo Florestal e doutorando em Agricultura Tropical
